As principais tendências de RH para manter o olho em 2017

As principais tendências de RH para manter o olho em 2017

As principais tendências de RH para manter o olho em 2017

O primeiro trimestre de 2017 já está terminando, mas muitas empresas ainda não decidiram quais as estratégias de Recursos Humanos que utilizarão no decorrer do ano. Essa é uma decisão que requer bastante cuidado, pois além de observar as necessidades de sua organização, é importante que você conheça as tendências de RH para 2017.

Há muito tempo a tecnologia vem permeando várias áreas das organizações, otimizando processos e aumentando resultados, e recentemente vem ganhando espaço na gestão de Recursos Humanos, tornando-se uma grande aliada das empresas. Justamente por isso, as grandes tendências de RH para 2017 estão diretamente ligadas à tecnologia. Continue a leitura e conheça quais são elas!

1. People Analytics e Machine Learning no dia a dia

Contratar o profissional com perfil adequado para sua empresa é o primeiro passo para conquistar bons resultados. É um momento que exige esforço e atenção, mas existem algumas técnicas, tecnologias e inovações que podem facilitar a sua vida, como o People Analytics e Machine Learning.

Ambos os temas merecem um artigo próprio dado o universo desses campos de estudo e possibilidades. De forma resumida, podemos destacar:

  • People Analytics é a ciência por trás da análise de dados referentes aos comportamentos de colaboradores no ambiente de trabalho. Algoritmos (que se comportam como receitas e mostram os procedimentos e passos para execução de uma tarefa) são utilizados em bases de dados enormes para relevar quais variáveis, fatores e características possuem maiores e menores impactos no que se está analisando. O potencial disto é gigantesco para o mundo da Gestão de Pessoas, seja na contratação de pessoas (através de plataformas como a Gupy), como nas formas de liderança e produtividade.
  • Machine Learning é um método de análise de dados que desenvolve modelos analíticos de forma automatizada. Isso significa que eles aprendem com cálculos anteriores para produzir resultados mais precisos e confiáveis. É uma ciência que parece extremamente moderna, mas não é. Tem ganhado destaque recentemente através do crescente volume e variedade de dados disponíveis, maior capacidade de processamento computacional e de armazenagem de informações.O que isso significa na prática? Que você já está familiarizado com receber recomendações online da Amazon, Netflix, Youtube, por exemplo, sem perceber que trata-se da máquina realizando um aprendizado com base em padrões de comportamento. Agora, o que você ainda vai ver muito é essa tecnologia sendo utilizada em Recursos Humanos para melhorar a produtividade das pessoas, otimizando trilhas de desenvolvimento, e também melhorando o recrutamento e seleção, como ocorre com Gupy.

O que elas possuem em comum é que se utilizam de uma grande coleta e análise de dados para ajudar a entender o comportamento dos candidatos ou dos colaboradores e auxiliam o gestor na hora de tomar decisões estratégicas. Essa tendência de tornar o RH mais data driven também não é novidade e volta a ser discutida com frequência, porém, enquanto o mindset da área no Brasil não mudar, a discussão permanecerá aquecida.

2. Uso das Redes Sociais para buscar talentos

Sob o argumento de que essas mídias eram prejudiciais para o desenvolvimento das atividades de trabalho, durante muito tempo as redes sociais foram consideradas inimigas do mercado corporativo.

Por outro lado, está cada vez mais comum as empresas utilizarem essas redes como local de busca de novos talentos. A maior parte do público jovem está lá e expõe diariamente suas posições e competências, além de consumir muito conteúdo nesses locais, portanto fica mais fácil alcançar esses candidatos.

Um processo de recrutamento e seleção inteligente é aquele que empondera a área de Recursos Humanos com as informações necessárias para encontrar os melhores candidatos em seus Hubs de divulgação. Canais para divulgação em massa e bancos de currículos são interessantes para gerar volume de candidatos, mas não qualidade. Nesse sentido, é muito mais proveitoso que o profissional da área faça um estudo e análise de dados para entender qual é a origem, faculdade, cursos e interesses dos profissionais top performances da empresa.

Somente com essa lição de casa feita, as redes sociais se tornam aliados poderosos para chegar na pessoa certa e convidá-la para ingressar no processo de seleção. Grupos de interesse, páginas de assuntos específicos e comunidades são um pool de pessoas que podem ser aproveitadas com um custo muito reduzido.

3. Flexibilização da forma de trabalho tradicional

Com certeza você já presenciou na sua vida alguma discussão, seja em ambiente pessoal como profissional, de que algo é feito de forma diferente atualmente porque é “uma nova geração de pessoas”.

Embora pareça um argumento raso, ele é extremamente válido e merece uma atenção especial do setor de Recursos Humanos. As novas gerações possuem interesses, valores e fatores-chave de motivação diferentes. Nesse contexto, opções de jornada de trabalho que respeitam a rotina e vida pessoal de um funcionário serão cada vez mais valorizadas.

Esse tipo de vantagem pode ser oferecida ao funcionário de formas muito diferentes. Políticas de home office, regime freelancer, horário de entrada ou saída flexível, por exemplo, são algumas das práticas.

Fato é que talentos mais jovens valorizam cada vez mais condições que permitam a conciliação de trabalho com estudo, com o tempo entre família, com atividades domésticas, etc. Cabe a empresa encontrar como comportar dentro de sua estrutura estas necessidades.

4. Criação de experiências incríveis para funcionários

Assim como o foco na experiência do cliente tem sido de extrema importante nas áreas derivadas de marketing, essa mentalidade está chegando à area de RH. Os colaboradores estão ficando sempre em contato com essas experiências incríveis nos produtos e serviços que estão consumindo, por isso buscam algo semelhante também dentro de seus espaços de trabalho.

Pesquisas estão mostrando que a experiência dos funcionários cria um ambiente de trabalho mais centrado no ser humano e alavancado pela tecnologia. Em um artigo recente da Forbes, Jeanne Meister diz que o resultado é uma experiência que deveria ser “personalizada, atraente e memorável”.

Mas o maior desafio é criar essa experiência de forma autêntica e personalizada. Isso muitas vezes requer uma mudança na mentalidade. De fato, outra pesquisa recente está descobrindo que as estratégias mal implementadas (ou seja, tentar “forçar” os funcionários a sentir um significado) muitas vezes podem dar a volta e levar a maiores taxas de esgotamento.

Então os investimentos em treinamento, infraestrutura, feedbacks, reconhecimento, recompensas e até mesmo na procura das melhores oportunidades e tarefas para cada empregado vão ser cada vez mais imprescindíveis nas corporações, para que seja possível engajar e reter seus talentos.

5. Desburocratização de tarefas no RH

A conversa sobre tornar o RH mais estratégico e menos burocrático já está perdida no tempo de tão antiga. Entretanto, a cada ano se torna mais forte a necessidade de tornar o setor mais ágil e um dos principais caminhos parece ser os softwares de automatização de processos.

Como exemplo temos o eSocial criado pelo governo federal. Trata-se de um ambiente virtual da Receita Federal para que as empresas possam declarar suas informações sobre encargos, contratações, demissões, etc. Mesmo que ainda sejam precisos diversos  ajustes no como isso funciona na prática, é sem dúvida é um processo no caminho de diminuir o trabalho braçal e a papelada e que não terá volta.

Isso mostra como exemplo como é válida a automatização do máximo de processos possíveis, a fim de se reduzir o risco de erro humano e aumentar o tempo disponível para se pensar e criar de forma mais tática e estratégica as ações da área.

O que sua empresa está fazendo nesse sentido? Se gostou das dicas, aproveite e assine nossa newsletter e para nos seguir nas redes sociais – Facebook e Linkedin.

 

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Mariana Dias | GUPY

Formada em Administração de Empresas pela USP e com especialização em Empreendedorismo e Inovação, Mariana é CEO & Co-founder da GUPY. Descobriu sua paixão por RH logo no início de sua carreira e foi Business Partner da área para toda a América Latina em uma multinacional do setor de bebidas. É apaixonada desafios e por tudo relacionado a gestão de pessoas e inovação.

Comentários (2)

  1. Monica Carvalho
    31/03/2017 at 07:31 am

    Gostei do texto Mari, provocativo e instigante. O que ainda é complexo é que embora tenhamos muitas empresas buscando novas tecnologias tem outras tantas caminhando a passos de tartaruga para a discussão do tal RH estratégico… Reflexo, na maioria das vezes, de uma alta liderança retrógrada e conservadora. Como acelerar o processo de mudança de mindset em áreas de RH e Negócios?

    1. Mariana Dias | GUPY
      04/05/2017 at 09:28 am

      Oi Mônica, muito obrigada pelo seu comentário! Podemos acelerar essa evolução a partir do momento que mostramos para a organização os resultados e o impacto para o negócio quando se tem um RH estratégico que age baseado em dados. Alguns RHs, que acredito estarem fazendo isso bem, começam identificando primeiro algum problema relevante do negócio que desejam ajudar e realizam um projeto todo estruturado em processos e dados que como output tem melhorias paupaveis no negócio. Essa é uma boa forma de mostrar como o RH pode ser muito relevante para a organização e ganhar credibilidade frente a isso. Abraços e obrigada pela pergunta!

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