Como criar um ambiente favorável para retenção de talentos

Como criar um ambiente favorável para retenção de talentos

Como criar um ambiente favorável para retenção de talentos

Construir e manter uma cultura que auxilie na atração e retenção de talentos é um desafio de primeira grandeza para boa parte das empresas. Manter o crescimento em um mercado que muda de forma tão rápida não é uma tarefa fácil. Um fator fundamental neste processo é o comprometimento dos profissionais que ajudam, dia após dia, a construir os resultados.

Sendo estes profissionais tão importantes para as empresas, o que fazer para mantê-los comprometidos e engajados a fim de alcançar os objetivos e metas estabelecidas? O que fazer para que eles continuem agregando valor à sua empresa?

Uma pesquisa do HayGroup, empresa referência para o mercado de gestão de pessoas, afirma que 64% das empresas encontram problemas para reter colaboradores. Além de todas as dificuldades operacionais envolvidas, estima-se que a substituição de um colaborador custa entre 0,5 e 1,5% de um salário anual!

Confira com a gente algumas dicas para melhorar o ambiente de trabalho da sua empresa para aumentar a taxa de retenção dos seus talentos.

1. Promova um ambiente de trabalho agradável

Ninguém quer trabalhar em um ambiente que desperta somente sensações como angústia, pressão e estresse. Lembre-se: os colaboradores possuem necessidades que o salário não consegue suprir.

É fato que a maior parte dos colaboradores passam mais tempo de sua vida na empresa do que em suas próprias casas. Desse modo, é importante criar dentro da empresa algum ambiente de descontração, como locais para jogos, mesas de sinuca, espaço para descanso com redes, almofadas, por exemplo.

Um ambiente de trabalho agradável não está somente no espaço físico disponibilizado para os funcionários, mas também na forma com a organização se relaciona com ele. É por isso que visando construir uma relação de cumplicidade com seu time, muitas empresas flexibilizam horários para que os colaboradores possam resolver questões pessoais fora da empresa, conjugando horários e convivendo melhor com seus lados pessoais. Em empresas como Monsanto, por exemplo, o expediente pode encerrar às 15h nas sextas-feiras, desde que o funcionário compense um pouco nos outros dias. Desafios de conciliação entre vida pessoa e profissional, quando apoiados pela organização, transmitem essa sensação de leveza que é tão importante na retenção dos bons colaboradores. No Google e Accenture, por exemplo, lidar com maternidade e paternidade é uma questão menos problemática, visto que os pais podem ficar até um mês em casa recebendo normalmente.

As empresas que investem em um ambiente amigável conquistam altos níveis de satisfação e comprometimento por parte dos funcionários, o que se desdobra no desempenho e produtividade do funcionário. Se o ambiente de trabalho na sua empresa é pesado, se os membros das equipes não colaboram entre si, se existem cobranças exaustivas e desnecessárias, é muito provável que os bons profissionais que trabalham contigo agarrem a primeira oportunidade que identificarem e saiam, levando consigo parte do capital intelectual e, muitas vezes, até mesmo clientes e outros parceiros.

2.  Identifique e treine talentos potenciais

Ter um time formado por talentos em potencial é uma ótima estratégia para formar um pipeline qualificado para futuras lideranças da organização. O melhor método para essa formação é o alinhamento de um recrutamento bem estruturado, que coloque para dentro com precisão aqueles candidatos que têm maior compatibilidade com a empresa e potencial de entrega, com um programa de desenvolvimento que garanta desde cedo a capacitação de profissionais de alta performance. Treinar desde cedo esse pool de potenciais talentos que foram contratados é garantir não só os conhecimentos técnicos necessários para a execução de suas tarefas, como também o alinhamento cultural da empresa.

Além disso, eles saberão reconhecer o quanto sua empresa investiu no desenvolvimento deles e é muito menos provável que eles deixem sua organização em um futuro próximo.

3.  Descentralize o poder e dê autonomia para as pessoas

Com a constante demanda de diminuição de custos e despesas, diversas empresas, durante os últimos anos, sofreram alterações drásticas em suas estruturas de pessoas. Profissionais precisaram desenvolver competências complementares e atender à necessidade das empresas de produzir cada vez mais e melhor com custos e despesas menos representativos.

Dentro deste cenário, o empowerment (empoderamento, traduzido do inglês) virou lei. Para otimizar os processos e os fluxos de trabalho, é cada vez maior o número de empresas que enxugam suas equipes e atribuem mais responsabilidade e poder decisório a pessoas que antes executavam tarefas de apoio e suporte.

O próprio Google acredita que emponderar seus funcionários é seu segredo para crescer, visto que é a chave para a inovação dentro da empresa.  Ao permitir que seus engenheiros gastem 20% de suas semanas de trabalho em projetos que os interessam, o Google construiu internamente uma importante fonte de inovação que, não somente contribui para a criação de um ambiente de trabalho mais agradável, como também gera oportunidades de negócio com grande potencial, visto que, por exemplo, o Gmail e o Google Moderator nasceram dessa forma.

Praticar o empowerment é dar voz aos profissionais que sabem como os processos funcionam no cotidiano. É dizer para estes colaboradores que a empresa confia no trabalho deles a ponto de permitir que participem do processo de criação e tomada de decisão.

4.  Utilize a bonificação como forma de reconhecimento

Estruturar uma política de bonificação pode ser uma importante ferramenta para manter sua equipe motivada, porém, se feita de forma errada, pode trazer prejuízos também de grande escala. O sistema deve ser baseado em metas, ou seja, corresponder a um pagamento extra-salarial (normalmente o valor é definido como uma porcentagem do salário anual) feito somente aos colaboradores que atingem os objetivos definidos e proporcional às metas individuais batidas.

Para que seja bem estruturado, é fundamental que as metas estejam claras, como também quais indicadores serão utilizados para mensurar seu alcance. É importante que a empresa fomente a cultura de desafios e de superação internamente, instigando a superação de seus colaboradores e dando o suporte para que eles conquistem esses resultados de forma meritocrática.

Importante: não caia naquela velha história de que monetizar sempre é a solução. “Dar sempre mais dinheiro é uma medida que inflaciona a mão de obra. Além disso, a contraproposta e o bônus mandam uma mensagem negativa para os demais empregados.  O bônus vira uma moeda de barganha perigosa, porque, se você dá para um, os outros vão querer também. É como educar um filho à base de presentes”, diz Cris Bonini, diretora de gestão de pessoas, performance e cultura da consultoria KPMG no Brasil. Logo, planeje essa estratégia de forma equilibrada, tenha cuidado com  as contrapropostas e utilize sempre o bônus de forma meritocrática.

Mãos à massa!

Agora que você já sabe mais sobre como repensar suas estratégias para retenção de talentos, discuta internamente com sua equipe e com seu time o que os motivaria a deixar sua companhia e quais os pontos fortes que os fazem ficar. Elabore um diagnóstico e coloque em prática as iniciativas mais urgentes.

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Guilherme Dias | GUPY

Atua com Marketing e Growth sendo CMO & Co-founder na Gupy. Através de uma consultoria de business em que foi sócio, descobriu que adora otimizar processos, redesenhar soluções de gestão e trazer resultados mais agressivos para negócios. É curioso e apaixonado por Recursos Humanos, séries e gastronomia.

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